domingo, 30 de janeiro de 2011

Marx alegou que as sociedades democráticas e liberais (capitalistas) sofrem dois problemas (contradições) que impediriam tanto a harmonia social como uma vida econômica estável.


Alunos da Universidade de Cambridge

Bruxelas
Marx odiava a liberdade e a democracia que surgiram no ocidente a partir de 1800, achava que nela a vida social era incompatível com a vida econômica porque segundo ele existiam "contradições" em uma sociedade onde exista liberdade de pensamento, liberdade econômica, liberdade política, propriedade privada, trabalho remunerado com salário e democracia, Marx queria "transformar o mundo" na "ditadura do proletariado" onde os "sábios" comunistas iriam conduzir a sociedade para o caminho correto.

Primeiro: Marx deduziu que o processo competitivo de um mercado capitalista levaria a uma concentração da propriedade do capital cada vez em menos mãos.
Marx fez esta afirmação com base no pressuposto de que uma economia competitiva deve conduzir inevitavelmente à eliminação continua dos competidores, tem de existir vencedores e perdedores !
Com isso as corporações capitalistas se concentrariam e o número de indivíduos que deteriam meios de produção diminuiria.


Marx achava que a economia liberal, o livre mercado competitivo, era como um jogo de poquer!
Em um jogo de poquer os competidores vão sendo eliminados, Marx achava que o mercado livre também era assim!



Para Marx em uma economia com livre concorrência no final restaria apenas um vencedor ... como no jogo de poquer!

Para a anômola cabeça de Marx, a economia de uma nação capitalista seria como um torneio de poquer, os jogadores vão sendo eliminados, apenas um fica com os milhões do prêmio !
Isso conduziria a uma estrutura social polarizada, os poucos que detém os meios de produção, os burgueses, e os muitos que nada tem, os proletários.
E devido a essa oposição surgiriam tensões cada vez maiores entre as duas classes que terminariam em confronto político, desembocariam na luta de classes e na revolução do proletariado.
Essa seria a "crise final" do capitalismo.



Em seu desvario Marx achava que as lojas de um shopping ou de uma rua de comércio iriam se destruir uns aos outros até que só restace um "burguês" rico dono de tudo!

Segundo: a organização sócio econômica da sociedade capitalista também apresentaria uma outra contradição estrutural inerente na dinâmica econômica do capitalismo.
Embora o capitalismo gerasse muitas mercadorias a sua estrutura de classe estaria restrita na capacidade de consumir de uma pequena minoria rica da população !
Ou seja, a produção em larga escala de mercadorias seria incompatível com a concentração das riquezas em poucas mãos !



Para Marx, os empresários, a quem ele chamava de "capitalistas", fabricantes de mercadorias, eram imbecis e as fabricavam em grande quantidade mesmo sabendo que eles mesmos, segundo a teoria marxista, queriam transformar os trabalhadores em miseráveis e com isso apenas uma minoria rica teria capacidade de comprar!
Repetindo, para a loucura marxista os empresários (capitalistas) eram seres abomináveis que queriam transformar os trabalhadores (proletários) em miseráveis com apenas capacidade para sobreviver, mas, ao mesmo tempo, tais empresários (capitalistas) em uma atitude absurda (segundo a teoria marxista), fabricavam enorme quantidade de mercadorias, que obviamente, se fosse verdadeira a teoria marxista, iriam toda ela encalhar pela falta de compradores!
Ou seja, para Marx os empresários (capitalistas) eram imbecis, idiotas, retardados, etc, que gastavam dinheiro para produzir e ao mesmo tempo provocavam a não existência de compradores!
E com isso existiria a tal crise marxista de superprodução, as mercadorias iriam se amontoar nas partileiras....
Obviamente esse absurdo pensado por Marx jamais aconteceu, os empresários não são imbecis, imbecil é a absurda teoria marxista.


Como consequência o sistema entraria em crises cíclicas de superprodução, gerando anarquia em todo o sistema de produção capitalista.
Os efeitos sociais dessa instabilidade, por sua vez, iriam intensificar a luta política das classes sociais e agilizar a revolução do proletariado.


Comentários

Notamos ai que a segunda "contradição" é devido a primeira.
Não existiriam consumidores para toda a produção porque a primeira contradição geraria uma minoria rica e uma massa enorme de pobres.

Mas, qual foi a razão para que Marx supusesse a sua maligna previsão de que o capitalismo iria gerar uma imensa massa de proletários pobres ?

Vamos dar uma olhada no que Karl Marx diz no seu ensaio de 1849 "Trabalho Assalariado e Capital".

"Ora, quais são os custos de produção da força de trabalho?
São os custos que são exigidos para manter o operário como operário e para fazer dele um operário.
Por isso, quanto menos tempo de formação um trabalho exige, menores serão os custos de produção do operário, mais baixo será o preço do seu trabalho, o seu salário.
Nos ramos da indústria em que quase não se exige tempo de aprendizagem e a mera existência física do operário basta, os custos exigidos para a produção desse reduzem-se quase só às mercadorias exigidas para o manter vivo em condições de trabalhar.
O preço do seu trabalho será portanto determinado pelo preço dos meios de existência necessários."


Esse texto é diabólico, foi produzido por uma mente doente, com profundo ódio da sociedade... coloca todos os empresários no corpo de demônios do inferno, vampiros cruéis que iriam manter vivos os proletários (trabalhadores) apenas com o mínimo necessário para que eles possam trabalhar !
Essa condição cruel seria pior do que a escravidão que existira até a pouco !
Os trabalhadores, segundo a torpe mente de Marx, seriam mantidos pelos capitalistas como se fossem andróides fabricados exclusivamente para trabalhar ... e Marx faz realmente essa comparação !


Para a anômala teoria marxista os empresários ao mesmo tempo que maximizam a produção de mercadorias minimizam a quantidade de pessoas com capacidade para compra-las!
Acreditamos que qualquer pessoa normal irá concluir que isso é um absurdo!
A história demonstrou que essa estúpida teoria marxista é um absurdo, os empresários (capitalistas) jamais quiseram transformar os trabalhadores em miseráveis, afinal, quem vai comprar as mercadorias são os trabalhadores!
Os salários dos trabalhadores foram ficando cada vez melhores ao longo tempo até chegarem a excelentes níveis salariais que proporcionaram excelente qualidade de vida aos trabalhacores das nações desenvolvidas a quem Marx criticava.



Marx diz:
"Ora, qual é a lei geral que determina a queda e a subida do salário e do lucro na sua relação recíproca?
Estão na razão inversa um do outro.
A quota-parte do capital, o lucro, sobe na mesma proporção em que a quota-parte do trabalho, a jorna, desce, e inversamente.
O lucro sobe na medida em que o salário desce, e desce na medida em que o salário sobe."
...
"Um rápido aumento do capital é igual a um rápido aumento do lucro.
O lucro só pode aumentar rapidamente se o preço do trabalho, se o salário relativo diminuir com a mesma rapidez."



Equipe de vendas.

Windows - milhões de cópias vendidas.
Marx não entendia nada de economia e muito menos de como funciona uma empresa, Marx jamais entrou em uma fábrica. Marx desconhecia que os empresários (capitalistas) tem o seu lucro na quantidade de mercadorias que vendem e não na estúpida suposição marxista de que seria na exploração do trabalhador!
O interessante é que apesar das imensas provas do absurdo do marxismo ainda existem milhões de pessoas que, em uma atitude sem sentido, acham que o dono da fábrica lucra porque explora o trabalhador!
Como os fatos desmentem essa suposição, tal suposição é fruto apenas do mau carater e da inveja que tais pessoas possuem contra os bem sucedidos.
Que são as mesmas razões de Marx - ódio invejoso contra os bem sucedidos.


Eis ai a "dialética marxista" em pleno funcionamento !
Segundo essa mente distorcida, um empresário só vai ter lucro se sugar o sangue do empregado !
O empregado seria a única fonte de lucro do empresário (baseado na obsoleta teoria do valor-trabalho), e consequentemente, para aumentar seus lucros o "vampiro" capitalista teria que cada vez mais criar multidões de seres miseráveis os quais sugaria todo o sangue até a morte, e na morte do miserável, outro miserável novo seria colocado no lugar.
Essa seria então, segundo essa mente maligna, uma das "contradições do capitalismo".

Evidentemente, como sabemos, o lucro do empresário está na quantidade de mercadorias que ele vende, quanto mais peças de uma determinada mercadoria forem vendidas, mais lucro o empresário vai ter.
Um empresário pode ter 1000 empregados trabalhando para ele apenas pela sobrevivência, mas, se o empresário não conseguir vender o produto fabricado ele não terá lucro.

Como sabemos também, o lucro de um empresário depende da sua criatividade e capacidade em criar novos produtos que venham a ter grande aceitação pelo mercado, como por exemplo o adoçante, o ziper, a moto, o jeans, o Windows, etc, mercadorias que deram a seus criativos produtores grandes lucros.


O adoçante! Uma idéia genial de um empreendedor.
Esta é uma das formas do surgimento de grandes empresas, grandes idéias descobertas por seus fundadores.


A mente doente de Marx dominada pelo ódio contra a sociedade jamais imaginou tais acontecimentos, que são óbvios para qualquer mente normal.

Marx continua:
"Crescimento do capital produtivo e subida do salário — estarão tão inseparavelmente ligados como afirmam os economistas burgueses?
Não podemos acreditar na sua palavra.
Não podemos acreditar que, segundo eles próprios dizem, quanto mais gordo o capital, melhor cevado será o seu escravo.
A burguesia é lúcida de mais, calcula bem de mais, para partilhar os preconceitos do feudal que ostenta o brilho dos seus servos."




Sim, os economistas "burgueses" estavam corretos!
Cada vez mais os salários foram aumentando, a produção foi aumentando, e a imensa maioria dos trabalhadores da sociedade liberal inglesa, a quem Marx criticava, alcançaram elevado padrão de vida!
Marx errou em sua macabra previsão.
A miséria que ele queria que acontecesse na Inglaterra jamais aconteceu, mas, aconteceu em todas as nações que adotaram o socialismo marxista no século XX.
O sistema socialista marxista gerou miséria e violência em todas as nações onde foi implantado, a história desmentiu Marx.


E vejam que os economistas explicavam claramente o desenrolar dos acontecimentos - com o aumento da produção os salários também vão aumentar, e a vida do trabalhador vai melhorar (que foi o que aconteceu).
Mas, Marx, cego pelo ódio contra a sociedade, se nega a acreditar no que os economistas diziam, se fecha no seu dogma e coloca os trabalhadores livres da Inglaterra na condição de escravos.

Continuemos a fala de Marx:
"Resumamos: quanto mais cresce o capital produtivo, tanto mais se expandem a divisão do trabalho e o emprego da maquinaria.
Quanto mais se expandem a divisão do trabalho e o emprego da maquinaria, tanto mais se expande a concorrência entre os operários, tanto mais se contrai o seu salário."




Marx odiava a divisão do trabalho...
A invenção humana que tirou a humanidade da milenar miséria com o aumento da produtividade do trabalho humano que produziu, era odiada por Marx.
Marx queria que sapatos continuassem sendo feitos um a um por artesões... evidentemente, como demorava para ser feito manualmente, o preço de um sapato era inacessível para a maior parte das pessoas.
Com a divisão do trabalho e as máquinas milhares de sapatos puderam ser fabricados, e milhares de pessoas passaram a poder ter sapatos!
O artesão desapareceu mas em seu lugar suergiram diversas outras profissões, e todas tinham a mesma função do artesão, fazer sapatos.


Não passou pela cabeça de Marx que com o surgimento de novas máquinas novas profissões iriam também surgir, tal como aconteceu com o datilógrafo quando surgiu o computador, essa profissão deixou de existir mas surgiram os digitadores, os atendentes de call center, os programadores, etc.

Não passou pela mente torpe de Marx que os empresários não eram seres sanguinários e que as horas trabalhadas iriam diminuir sem diminuição de salários, e que isso compensaria o uso das máquinas.
Não passou por essa mente doentia que seria uma coisa estúpida, idiota, irracional, despender tanto esforço na produção de bens se não existissem seres humanos em quantidade suficiente para usá-los !!!


Marx ficou cego pela ideologia. Era evidente que teriam que existir compradores para os milhares de sapatos produzidos! E para isso ser possível os salários dos trabalhadores teriam que aumentar, e foi isso que aconteceu.

Marx finaliza a sua loucura:
"Na medida, finalmente, em que os capitalistas são obrigados pelo movimento atrás retratado a explorar em maior escala meios de produção gigantescos já existentes e a pôr em movimento, para este fim, todas as molas do crédito, nessa mesma medida aumentam os terremotos industriais, nos quais o mundo do comércio só se mantém sacrificando uma parte da riqueza, dos produtos e mesmo das forças de produção aos deuses das profundezas — aumentam, numa palavra, as crises.
Elas tornam-se mais frequentes e mais violentas pelo próprio fato de que na medida em que cresce a massa de produtos, portanto a necessidade de mercados mais extensos, o mercado mundial se contrai cada vez mais, restam para exploração cada vez menos mercados novos, porque todas as crises anteriores sujeitaram ao comércio mundial mercados até então inconquistados ou apenas superficialmente explorados pelo comércio.
Vemos assim que: se o capital cresce rapidamente, incomparavelmente mais depressa cresce a concorrência entre os operários, isto é,
b]tanto mais diminuem, proporcionalmente, os meios de ocupação, os meios de subsistência, para a classe operária"



Segundo a alucinação marxista os empresários fabricaram enormes quantidades de mercadorias e tais mercadorias não seriam vendidas...

Eis ai então, devido a primeira conclusão, que surge da "dialética marxista", a segunda "contradição do capitalismo", as "crises" devido a superprodução de bens sem ter para quem vender, uma vez que os operários mal teriam condição de subsistência !

Então, as "crises" surgem, porque o capitalismo gera uma massa enorme de miseráveis, e ao mesmo tempo, fabrica enorme quantidade de mercadorias, como os trabalhadores tem cada vez menos condições de subsistência e não podem comprar as mercadorias, o mercado capitalista entra em crise !
Acredito que nem doidos varridos que precisam de camisa de força e internação em hospitais chegariam a semelhante louca conclusão !



Evidentemente a loucura prebista por Marx não aconteceria, seria estupidez fabricar enorme quantidade de mercadorias sem ter para quem vender!
Os empresários foram cada vez mais aumentando os salários dos trabalhadores e eles foram cada vez mais tendo condições de comprar as coisas que precisavam para ter uma vida melhor.


Bom, como sabemos, essa loucura não aconteceu.
Os trabalhadores ingleses (a quem Marx se dirigia no seu discurso) não se tornaram miseráveis sem condição de subsistência, pelo contrário, atingiram o mais alto grau de qualidade de vida que os trabalhadores jamais tiveram na civilização humana !

As crises que existem na economia são em função da natureza humana, humanos vivem em crise, crise existencial, crise familiar, crise amorosa, crise profissional, e todas essas crises pontuais humanas geram crises na sociedade, tanto políticas como econômicas.
As crises também são provocadas pela desonestidade, pela corrupção, pela irresponsabilidade, dos seres humanos, das instituições humanas e dos governos.

Mas, em sociedades onde existe liberdade democrática, justiça atuante e o Estado de Direito, a sociedade supera suas crises da mesma forma que as pessoas superam as próprias crises.


A contradição foi de Karl Marx.


A derrubada do Muro da Vergonha de Berlin, construído pelos marxistas orientais para evitar a fuga de alemães para a demoracia, derrubado pelos alemães, foi o maior símbolo do fracasso do marxismo no mundo.

Por um capricho irônico da História, o único sistema que entrou em crise permanente, gerou milhões de miseráveis e terminou por falir na miséria - foi o sistema criado por Karl Marx, o "socialismo científico" que foi implantado na falida URSS marxista-leninista.


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23 comentários:

  1. Queria ver chegar nessa conclusão se não tivesse o que comer e queria ver ser bem-sucedido se com 5 anos de idade teus pais não tivessem condições de te sustentar. Não faço xingamentos porque isso seria baixar o nível até o seu.

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    1. Olha cara, meu pai era sapateiro e minha mãe costureira, muito pobres, passei fome e necessidades qdo criança, fui por um sapato no pé com 12 anos, sai de casa com 15 anos, sozinho, e fui cuidar da minha vida, estudei e trabalhei muito, jamais pus a culpa da minha condição em ninguém, muito menos na sociedade, e tive sucesso, fiquei bem de vida.
      Desta forma, aqueles q põem a culpa na sociedade para mim são fracassados incompetentes.
      E aqueles q acreditam no ódio marxistas são alienados inocentes úteis a serviço de uma ideologia despótica e falida.

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    2. E hoje ta ai fazendo outros passarem pela mesma situação que a sua, que hipócrita.

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  2. Olha meu amigo, Marx errou feio em alguns de seus pressupostos, mas não significa que ele errou em tudo. Aconselho-te a ler um artigo chamado "A relatividade do errado" de Isaac Asimov, talvez te ajude a ter além de opinião (um direito seu) um pouco mais de embasamento em suas reflexões. A ideia de produzir em larga escala não é má ideia, mas me diga uma coisa: o que você faz com R$622,00 por mês?
    Ou melhor, a maioria da população mundial é rica ou pobre?
    Acho que Marx não estava tão errado assim...
    Ora, você pode alegar que um proletariado tem poder de compra. Sim e ele tem! Ele compra o que é básico para sua sobrevivência, ou não? Ai você pode falar "Mas as pessoas podem estudar e melhorar de vida". Quanto mais conhecimento um indivíduo tem mais caro é a sua mão de obra. Se quase todas as pessoas tivessem graduação, não seria tão fácil achar alguém para trabalhar como operário, você não acha? Você sabe muito bem que para existir o rico tem de existir obrigatoriamente o pobre. Se sua doméstica fosse graduada, você acha que ela aceitaria limpar sua casa, lavar suas roupas, cozinhar e etc por míseros R$ 622,00? Com toda certeza não! Isso nos levaria a dois caminhos: I) você ficaria sem doméstica tendo que fazer as tarefas do lar sozinho
    II) você pagaria um salário bastante alto para ter uma doméstica e sobraria menos dinheiro no seu bolso. Venhamos e convenhamos, você não acharia nenhuma das duas opções boas, logo você pegaria uma pessoa com pouco instrução que aceitasse fazer isso tudo por pouco dinheiro. Você se vale de uma classe mais baixa que a sua para obter mão de obra barata!!! Assim é o capitalismo. Ai você pode falar: " Mas muitas empresas incentivam seus empregados a se graduarem". Sim isso também é verdade, desde de que haja outro desqualificado para repor no lugar, caso contrário, nada feito. Ou você gostaria que todas as domésticas fossem graduadas? Muito provavelmente não, você pode admitir que algumas sim, mas não todas!! Assim é o governo capitalista, ele admite que uma parte da sociedade se gradue (afinal nem só com músculos se faz riqueza), mas não ela toda. Concluímos então que para haver capitalismo devem haver classes sociais diferentes (a famosa pirâmide). É esse o estilo de sociedade que você concebe como justa? Se sim, eu tenho pena de você (principalmente se você for cristão, pois você adora a um Deus que prega exatamente o contrário do que você faz) por ser tão pobre por dentro, e se eu te visse te quebraria o nariz por ser tão babaca de falar mal de um homem que não foi perfeito em suas previsões, mas que tinha um grande senso de coletividade. Se não, apague já esse texto despropositado que você postou.

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    1. Cara, gente q vem me dizer para ler isto ou aquilo eu considero sem bom senso, e alem disso, gente sem noção q acha q é culto, mas, q tem como principal argumento mandar os outros ler...

      Eu era pobre e trabalhei vários anos por salário mínimo, mas, consegui estudar e mudar a minha vida, portanto, a resposta é: faço muito com esse valor!
      Alem disso, o tema do texto nada tem a ver com isso.
      O restante do q vc escreveu é coisa de quem ñ consegue sair da miséria por incompetência própria e passa a colocar a culpa na sociedade pelo seu desconforto, e passa tb a ser presa fácil para ideologias q aproveitam essa deficiência racional para usá-los em prol de sua vontade despótica de poder.

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  4. Cara, você escreveu muita merda junta! Acho que te ajudaria a perceber se, ao invés de vc olhar pro seu umbigo de pequeno-burguês classe média, almejando ganhar mais dinheiro, colocasse fotos de trabalho escravo na China, na Índia, no Brasil, das periferias de praticamente todos os países da América Latina (que, obviamente, inclui o Brasil) ... Você que diz que as pessoas nunca deixariam de comprar e nunca sobraria nada, tem que ler um pouquinho mais. Leia sobre: Crise de 1929, História do Café no Brasil, Crise de 2008, entre tantos outros. O Capitalismo é um sistema cíclico. Sempre piora, sendo cada vez mais extremo. Procure saber quantas pessoas detêm 90% do dinheiro e do ouro no mundo. Procure saber de onde vem esse ouro que eles têm. Leia, cara! Desse jeito vai ficar parecendo que você é um completo ignorante!

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    1. Vc é só mais um fracassado q põe a culpa na sociedade pela sua incompetência.
      Ou então, apesar de talvez ñ ter religião, aspira por uma vida após a morte, e por isso quer "mudar o mundo" ... uma vez q ñ consegue mudar a própria vida e muito menos consegue fazer algo real q seja útil para a sociedade.
      Eu já trabalhei muito, já fiz muitas coisas, por exemplo, já construí 10 casas, casas em q alguém, famílias, estão usando para morar, eu fiz algo útil para a sociedade....
      E gente como vc o q faz de útil?
      Nada...
      São fracassados inúteis q a única coisa q produzem são palavras de ódio contra os bem sucedidos.
      Inveja e despeito é a única coisa q gente como vc produz.

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    2. Caro Arnaldo, se tu fizeste algo de útil, construiria essas casas sem fins lucrativos, e sim com a finalidade de poder ver uma família humilde, pobre, que muitos não tiveram condições de estudar pois tinham que trabalhar para não morrer de fome. Se acha útil, pense mais nos seus conceitos capitalistas. E isso é só um exemplo entre vário que há do contraste da sociedade capitalista, pense bem, será que é merecido mesmo aquele pessoal na rua nas quais não puderam estudar para trabalhar e enriquecer os empresários? isso é correto? Antes que me ataque com seus discursos capitalista, sim, sou de esquerda, e sim concordo muitas coisas com o socialismo, e sim faço serviços comunitários sem fins lucrativos, apenas quero ajudar a quem precisa de mim, não me importo com dinheiro, não quero pilhar capital, apenas quero ajudar a transformas as vidas de quem foi vitima do capital em uma vida digna, na qual o socialismo prega.

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    3. Renan, Marx errou feio, pois na mesma medida em que suas ideias foram adotadas, mais miséria e violência se alastrou. E encarar o capitalismo como algo de soma zero foi um grave erro. Atualmente um grupo pequeno acumula a maior parcela da riquesa mundial, mas os pobres não se tornaram mais pobres p isso. O que aconteceu foi o oposto. E isso aconteceu na proporção inversa da aplicação da teoria de Marx: quanto maior a liberdade de mercado de uma região, menor se tornou a pobreza. E não se pode falar em trabalho similar ao escravo na China sem lembrar que a China herdada pelo capitalismo é a China de Mao, um dos lideres politicos mais influenciados por Marx e que provocou uma das maiores chacinas de toda a nossa historia. E não vamos falar em socialismo real e ideal. O que vale são os fatos! P.S. Acho algo muito bonito fazer trabalhos voluntários. E entendo o voluntariado como uma iniciativa individual excelente. E digo que o mundo precisa de mais indivíduos como você. Mas Marx jamais inovou nesse sentido. O que você faz não tem relação alguma com a coerção violenta defendida no manifesto comunista!

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  5. Caro autor do texto, se eu fosse capitalista, você seria meu empregado ideal. Pessoas pouco capazes de entender a totalidade são excelentes ovelhas, sabem se conter até na agonização mais profunda.

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    1. Cara, se vc fosse capitalista eu ñ trabalharia para vc pq vc teria falido em pouco tempo ! rsrs

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    2. tds vivem bem nesse sistema? tem certeza? quem ta passando fome passa porque quer? tem emprego p td mundo? as familias estão nas ruas pq gostam ou nunca tiveram oportunidade de ter uma habitação digna? o que esta por trás da aparência?...

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  6. Em parte exagero do autor do blog, em parte mentira deslavada rsr

    "O capitalismo se, por um lado, vem apresentando mecanismos de amenização nas formas de manifestação de suas contradições, por outro, continua sendo marcado pelo permanente aprofundamento da sua contradição básica, qual seja, entre o caráter social do trabalho e o caráter privado da apropriação. A teoria elaborada por Marx há mais de 150 anos continua válida para explicar os processos econômicos que ocorrem no mundo de hoje.

    Para Marx, o entendimento do capitalismo só é possível partindo-se de sua superação – o socialismo – a qual representa, no fundamental, a superação da contradição básica do capitalismo e suas formas de manifestação. Tal superação expressa-se no fato de tornar-se cada vez mais necessário que a apropriação também seja social através da socialização dos meios de produção. É verdade que o socialismo – a superação do capitalismo – não é um processo espontâneo, independente da vontade dos homens. Há que se articular o aspecto consciente, de luta política, para atingir a nova e superior etapa de desenvolvimento da humanidade. Porém, a exigência histórica do socialismo expressa-se precisamente no fato de enquanto perdurar o capitalismo mais agudas serão as contradições sociais. Mais tencionado, digamos assim, estará o modo pelo qual os homens se relacionam no processo de produção e distribuição.

    A teoria marxista sobre as crises cíclicas, periódicas, relaciona-se diretamente com o desenvolvimento das contradições do modo capitalista de produção. No capitalismo pré-monopolista, o processo de agudização das contradições do sistema manifesta-se periodicamente em crises caracterizadas como sendo de superprodução relativa.

    Resumindo sua concepção das contradições do sistema capitalista, Marx ressalta o conflito entre o objetivo da produção no capitalismo – obtenção de lucro, valorização do capital – e os meios pelos quais este objetivo é perseguido – desenvolvimento das forças produtivas:

    “Em termos bem genéricos, a antinomia consiste no seguinte: o modo capitalista de produção tende a desenvolver de maneira absoluta as forças produtivas, independentemente do valor, da mais-valia nele incluída, e das condições sociais nas quais se efetua a produção capitalista, ao mesmo tempo que tem por finalidade manter o valor-capital existente e expandí-lo ao máximo (…) Os métodos com que alcança esse objetivo implicam decréscimo da taxa de lucro, depreciação de capital existente e desenvolvimento das forças produtivas do trabalho à custa das forças produtivas já criadas” (1).

    Desenvolvendo esta concepção do processo de desenvolvimento da base econômica e, portanto, também de superestrutura da sociedade capitalista, Marx estudou a anatomia econômica do sistema, sistematizando as formas de manifestação de sua contradição básica, entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação.

    Como se manifesta a contradição entre produção social e apropriação privada dos produtos

    Segundo Marx, essa contradição possui três formas principais de manifestação: a contradição entre a relativa organização do trabalho em cada empresa capitalista e a anarquia que impera no nível de toda a produção; a contradição entre a tendência à ampliação da produção e a base estreita de consumo dos trabalhadores; e a contradição entre o trabalho e capital ou, em outras palavras, o crescimento mais acelerado do capital constante frente ao capital variável apontando para a tendência decrescente na taxa de lucro.

    Tudo isto concretiza-se no tempo e no espaço nas crises periódicas que abalaram e abalam o sistema em intervalos regulares. Assim, “as crises não são mais do que soluções momentâneas e violentas das contradições existentes, erupções bruscas que restauram transitoriamente o equilíbrio desfeito” (2).

    Estas formulações de Marx correspondem a uma análise histórica do desenvolvimento da produção capitalista até o terceiro quarto do século passado.
    ... continuo nos comentarios

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    1. continuação 1...
      "Tal arcabouço metodológico reflete a experiência prática histórica de crises que abalaram o capitalismo desde seu processo de consolidação.
      Houve crises em 1788, 1793, 1803 e 1819 na Inglaterra, o país que primeiro experimentou a consolidação do sistema.

      Mil oitocentos e vinte e cinco pode ser caracterizado como o ano da primeira crise tipicamente de superprodução relativa, conforme viria a dar sua explicação a teoria marxista. Crises cíclicas com estes mecanismos de eclosão ocorreram em 1847, 1857, 1866, 1873, 1882 e 1890. As três últimas já ocorreram e impulsionaram o processo de transformação do capitalismo de pré-monopolista para o capitalismo monopolista, ou imperialismo.

      Na época do imperialismo prosseguem as crises periódicas em 1900-1903, 1907-1913, desembocando na Primeira Guerra Mundial. O entre Guerras foi marcado, neste aspecto, por duas grandes crises de superprodução relativa em 1929-1933 e 1937-1938.

      Junto às crises periódicas, ocorre o processo de concentração da produção e centralização do capital, o que pode ser entendido como um aumento da socialização do trabalho, por um lado, e, por outro, um aprofundamento no caráter privado da apropriação. Em determinado momento deste processo de acirramento das contradições do capitalismo, ocorreram mudanças significativas, de qualidade, no sistema. No início do século um grande debate se estabeleceu no interior do movimento operário e popular exatamente sobre o caráter dos processos que se desenvolviam no interior do capitalismo. John A. Hobson, Hilferding, Kautsky, Bukharin e outros convergiam para a idéia de que os monopólios representavam a própria superação das crises. Lênin combateu esta idéia pregando que a época dos monopólios – por ele identificada com a época do imperialismo –, pelo contrário, representava um período particular na história da humanidade. Representava a etapa histórica de decomposição e parasitismo do capitalismo e, consequentemente, correspondia à época das revoluções proletárias, de transição para o socialismo.

      Por certo período, as idéias de Lênin sobre a época dos monopólios tornaram-se hegemônicas no movimento social, principalmente no movimento operário. A Primeira Guerra, a revolução bolchevique, o processo revolucionário em quase toda a Europa e, mais à frente, as crises de 1929-33 e a crise de 1937-38, desembocando na Segunda Guerra Mundial, corroboraram a tese de que o capitalismo tinha entrado em sua fase de decomposição. Porém, o relativo vigor apresentado pelo desenvolvimento do capitalismo após a Segunda Guerra nos países industrializados, pelo menos até o final da década de 1970, suscitou novamente a idéia de que o capitalismo seria um modo de produção eterno, com condições de superar suas crises. Ou, pelo menos, passou a vigorar a idéia de que o capitalismo, apesar de ampliar constantemente a polarização entre países e pobres e a polarização no interior das economias principalmente dos países dependentes, este sistema passou a encontrar formas de manter, amenizando as quedas bruscas nos níveis de produção.

      Falência do Leste fortaleceu a ilusão na vida eterna do capitalismo

      Mais recentemente, o coroamento do processo de degeneração do socialismo alavancou as teses da eternidade do modo capitalista de produção.

      Por outro lado, e vinculado a isto, o processo de concentração e centralização do capital-base para a regulação do capitalismo – segundo alguns – ou base para a decomposição do sistema – segundo Lênin e o pensamento marxista clássico – é inexorável e palpável. Desta forma, a questão que se coloca é precisamente a análise das contradições, das crises e suas causas, bem como das possibilidades do capitalismo, nas condições da crescente monopolização da economia. Vale ressaltar que estamos assistindo a uma aceleração do processo de consolidação dos monopólios internacionais, a chamada transnacionalização do capital e internacionalização da economia."

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    2. continuação 2 ...
      "Esquematicamente, teremos, em médio prazo, um pequeno grupo de monopólios gigantes controlando todos os setores mais dinâmicos da economia do Globo. Para os países dependentes sobraria a sua integração com especialização às estratégias do grande capital financeiro internacional. Um primeiro elemento a ser levado em conta na argumentação em prol da teoria econômica marxista a respeito das contradições do sistema refere-se ao fato de mesmo após a Segunda Guerra prosseguirem as crises periódicas como manifestações das contradições do sistema. Além disso, aprofundaram-se as bases sobre as quais Lênin concluiu que vivíamos na época da transição para o socialismo.

      Após a Segunda Guerra, registre-se a crise de 1948-1949 nos Estados Unidos, a crise de 1951-52 na Europa Ocidental e a de 1957-1958 de caráter um pouco mais geral.
      É verdade que estas crises ocorreram nos marcos de uma significativa expansão do sistema tanto nos países imperialistas como em certas áreas do mundo dependente, como América Latina e parte da Ásia.

      Na sequência, temos a crise de 1960-61 nos Estados Unidos, a de 1966-1967, na Europa, como preparação das crises de 1969-1971. A crise do final dos anos 1960 ganha importância histórica por marcar o início das evidências de crise monetária e financeira em nível mundial. É a época em que a posição quase hegemônica dos EUA no campo monetário e financeiro internacional começa a sofrer abalos. Inicia-se o desarranjo estrutural, manifesto particularmente nos processos inflacionários.
      A segunda metade da década de 1970 corresponde ao período de preparação da crise do dólar como moeda e reserva de valor internacional. Tal fato ficou patenteado na crise de 1971, quando um dos resultados principais foi a perda de convertibilidade do dólar em ouro, desmoronando o arranjo monetário e financeiro edificado na conferência de Bretton Woods em 1944.

      Com a imposição do dólar como moeda internacional após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos puderam operar com déficit em seu Balanço de Pagamentos exportando mais capital do que o obtido com os fluxos anteriores. Os Estados Unidos passaram a comprar o mundo fabricando a própria moeda e o mundo ficou inundado de dólares e títulos nominados em dólar.

      A crescente desproporção entre a produção de mercadorias e seu representante do equivalente geral vem de longa data. Relaciona-se com o desenvolvimento do capitalismo monopolista de Estado desde a década de 1930.

      Como ilustração, observa-se que a participação da despesa governamental no PIB passou de 19% para 52%, na França, entre 1929 e 1985. Para o Japão, a evolução foi de 19% para 33%. Para a Suécia, de 8% para 65% e para os Estados Unidos de 10% para 37%, no mesmo período (3).
      Se, por um lado, a falência do padrão ouro, a implantação dos Bancos Centrais e a implementação das políticas Keynesianas amenizaram o processo cíclico da reprodução do capital, por outro, rebatem-se em uma imensa massa de capital preso na forma dinheiro.

      Em termos esquemáticos, pode-se simplificar o mecanismo da seguinte forma: o Estado através de seus gastos favorece a venda de mercadorias por parte dos capitalistas – a realização da mais-valia; os capitalistas emprestam para o Estado principalmente comprando títulos públicos.

      Desta forma, parte dos lucros capitalistas fica presa na forma dinheiro, sofrendo empecilhos para a realização do ciclo do capital sua metamorfose – sem que haja pressões crescentes no sentido de desvalorização da moeda.

      Trata-se de um processo geral interno em cada país, mas também agravado com o papel desempenhado pelo Estado norte-americano cujo Federal Reserve é como se fosse o Banco Central dos Bancos Centrais, a partir da Segunda Guerra. Assim, a crise do dólar, iniciada em 1971, propaga-se por todas as demais economias. Estagnação no mundo dependente e fraco crescimento dos países ditos desenvolvidos " ...

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    3. continuação 3 ...
      "Duas tendências marcam a economia mundial na década de 1980: de um lado, temos um fraco crescimento industrial nos países ditos desenvolvidos; de outro, o mundo dependente sofre uma estagnação em várias de suas regiões. Ambas as tendências são formas de manifestação do aprofundamento das contradições do sistema. Para a segunda, é palpável a sua relação com a crise monetária e financeira pós-1971.

      O crescimento mais que proporcional do capital na forma dinheiro, frente as suas formas mercadoria e produtiva, dificulta o processo de valorização do capital. Este processo em nível de cada país, e também em nível internacional, interagindo com as crises cíclicas próprias do capitalismo, levou à necessidade de encontrar locais “privilegiados” onde este capital na forma dinheiro pudesse ser valorizado independentemente de sua aplicação produtiva. Inicialmente houve o movimento de especulação com matérias-primas que vai se patentear na crise de 1974. A seguir, inicia-se o processo de aceleração do endividamento externo dos países dependentes como um mecanismo importante de estrangulamento destas economias. Mais recentemente presenciamos o endividamento norte-americano como local central de valorização do capital-dinheiro em nível mundial. Os Estados Unidos passaram a ser o sorvedouro de recursos econômicos e financeiros de todo o mundo.

      Várias correntes econômicas procuram explicar o endividamento do chamado Terceiro Mundo como decorrente de um “excesso de liquidez internacional” no início da década de 1970. Acentuam que quando os países dependentes contraíram empréstimos, havia no mundo muitos capitais-dinheiro disponíveis e, consequentemente, as taxas de juros eram baixas.

      É necessário repetir que esta sobra de capital-dinheiro patenteou-se a partir da crise industrial de 1971 quando o sistema padrão-dólar deu sinais de esgotamento. Assim, a aceleração do endividamento dos países dependentes, por exemplo, serviu para sustentar os lucros dos monopólios internacionais. Em artigo publicado nesta revista no número 20 destacamos que a pobreza cresce no mundo por conta do desenvolvimento da lógica interna do capitalismo na fase monopolista. Agregue-se que a polarização do mundo entre países pobres e ricos acelerou-se muito na última década.

      A relação entre rendas per capita entre países pobres e ricos que era de um para três no início do século passou a ser de um para dez em 1970. Segundo dados do Banco Mundial, em 1989 a renda per capita na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (4) foi 24 vezes maior do que no resto do mundo (5).

      O empobrecimento relativo e absoluto do chamado Terceiro Mundo atesta o quanto contraditório está sendo o desenvolvimento recente do capitalismo. Por outro lado, os países imperialistas experimentam um fraco crescimento se levarmos em conta os avanços obtidos no campo científico e tecnológico. Na era dos computadores, do início da robotização industrial, do desenvolvimento de novos materiais, na fase embrionária da expansão espacial, é decrescente o avanço da produção e da riqueza material mesmo nos países ditos desenvolvidos.

      O crescimento industrial ponderado para Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália e Inglaterra esteve por volta de 6,5% na década de 1950; 6% na de 1960; 3,5% na de 1970 e somente 3% na última década. O gráfico 1 representa esta tendência decrescente no crescimento industrial para os EUA.
      Agregue-se a isto que o Banco Mundial projeta um crescimento anual entre 2,2 e 2,9% no PIB real dos países da OCDE para a década de 1990." ...

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    4. continuação 4...
      "Dívida americana cresce à razão de US$ 100 bilhões ao ano atualmente

      A situação da economia norte-americana é bem um testemunho destas potencialidades de turbulências e crises. Saindo da Segunda Guerra como a grande potência industrial e financeira, na atualidade, os EUA passam a experimentar mudanças bruscas no seu posicionamento internacional. De grandes exportadores de capital, controlando os setores mais dinâmicos da economia de diversos países, os EUA passaram a receber capitais de outras potências com tendência a perder sua posição hegemônica no campo econômico.

      Tomando como indicador a posição líquida de ativos estrangeiros, observa-se que em 1984 os EUA possuíam ativos no estrangeiro avaliados em US$ 896 bilhões, e os ativos estrangeiros nos EUA somavam US$ 893 bilhões, resultando numa posição líquida positiva de US$ 3 bilhões. Já em 1989, os ativos norte-americanos no exterior somam US$ 1380 bilhões, e os ativos estrangeiros nos EUA US$ 1983 bilhões, resultando numa posição líquida negativa de US$ 603 bilhões (8).

      Este número que convencionou-se chamar de dívida externa norte-americana cresce à razão de mais de US$ 100 bilhões ao ano como consequência do crônico déficit comercial e também na Balança de Serviços. Agregue-se a este quadro a problemática do déficit público resultando no crescimento da dívida interna norte-americana que passou de 44,1% do PIB, em 1984, para 62%, em 1991. Como ilustração, registre-se que os EUA produziram 8 milhões de automóveis em 1985 e devem terminar 1991 com uma produção de apenas 5 milhões e 500 mil. Como imaginar a manutenção do hegemonismo monetário e financeiro norte-americano sem que ocorram, digamos assim, soluções traumáticas?

      Em termos de ciclo do capital industrial nos chamados países centrais, a crise de 1974-1975 estendeu-se por cerca de 20 meses, a maior desde a Guerra. Além disso, a fase de depressão prolongou-se até 1977. Somente em 1978 inicia-se uma relativa fase de recuperação e crescimento industrial, abortada pela grande e prolongada crise de 1980-1983. Os novos fatores aprofundam as dificuldades do capitalismo no início da década de 1980. Referem-se em particular ao avanço no processo de concentração da produção e centralização do capital. Tem a ver com o acirramento da concorrência nos mercados internacionais e com o crescimento da chamada internacionalização do capital.

      Note-se que 1991 representou mais uma crise cíclica do sistema capitalista. Neste ano, a produção industrial norte-americana declinou cerca de 2%; a da Inglaterra recuou mais de 4%; da Itália e do Canadá 2%. Mesmo o Japão começa a apresentar declínio no crescimento de sua produção industrial com perspectivas de recessão para 1992.

      Do lado dos países dependentes, a situação é ainda pior. Em artigo publicado nesta revista, no número 22, procuramos apontar este processo de internacionalização da economia e mostrar suas consequências para o chamado Terceiro Mundo. Mostramos que para o mundo dependente a perspectiva é uma perda de dinamicidade destas economias com aumento absoluto de pobreza.
      Cabe agregar que tal fato entrelaça-se com o processo de acirramento das contradições do sistema que se rebate mesmo nos países imperialistas em um aumento da parcela da população excluída do processo de produção e distribuição.

      Para os países ricos, uma das consequências sociais mais perversas das particularidades do desenvolvimento econômico atual é o desemprego crônico e crescente. O gráfico 2, a seguir, quantifica este fenômeno. Outro aspecto marcante do ciclo econômico atual refere-se a uma certa exaustão na atuação do Estado no interesse dos monopólios, manifesta em especial nas instabilidades monetárias.

      Deslocamento dos EUA anuncia novos conflitos, até militares, no horizonte mundial." ...

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    5. continuação 5 ...
      " A relativa recuperação econômica ocorrida a partir de 1983 e o avanço tecnológico que salta às vistas possuem caráter contraditório. O outro lado da moeda deste período de sobrevida do capital é a orientação do sistema no sentido de crescentes barreiras e regulação do sistema. De um lado, temos a transferência de riqueza dos países dependentes para as metrópoles e a consequente estagnação crônica em várias regiões do Globo. Hoje quase a metade da espécie humana vive em condições de pobreza crescente (9).

      De outra parte, o movimento objetivo de deslocamento da hegemonia norte-americana no mundo, o acirramento da concorrência entre monopólios e nações imperialistas não permitem afastar a idéia de novos conflitos econômicos, políticos e até mesmo militares no horizonte do desenvolvimento mundial. O gráfico 3 a seguir mostra como tem sido desigual o crescimento econômico entre países imperialistas no pós-Guerra, em prejuízo da posição dos Estados Unidos como potência hegemônica.
      As taxas decrescentes de crescimento econômico, o recuo nas taxas de acumulação, o desemprego crônico e estrutural, a colocação da economia norte-americana como sorvedouro de recursos de quase todo o mundo, o aumento de tensões no campo monetário e financeiro indicam que a fase atual do capitalismo corresponde a uma época histórica de acelerado aprofundamento das contradições do modo de produção capitalista.

      É verdade que este acirramento das contradições do capitalismo não se manifesta mais principalmente através de crises periódicas profundas como descrevera Marx no século passado. Porém, a essência do pensamento marxista no campo econômico refere-se a que o capitalismo é transitório na história da humanidade por conta do desenvolvimento de suas contradições.
      Para o marxismo-leninismo, vivemos na última etapa de desenvolvimento do capitalismo por conta do estágio a que se chegou no processo de concentração da produção e centralização do capital do ponto de vista histórico, vivemos o período de decomposição de um modo de produção e advento de um outro, também transitório, o socialismo rumo ao comunismo.

      As tendências apresentadas pelo capitalismo na atualidade reforçam as teses leninistas sobre a nossa época. A concentração da produção acelera-se a cada dia apontando para um aprofundamento da decomposição e parasitismo do sistema capitalista. Aumenta a cada dia a crise social de caráter mundial.

      Por outro lado, uma recomposição do capitalismo exigiria a solução, mesmo que temporária, da disputa pela hegemonia mundial. Exigiria um avanço no sentido de abolir as fronteiras nacionais particularmente dos países dependentes, com o intuito de maior articulação dos processos produtivos. Um equacionamento dos desequilíbrios monetários e financeiros em cada país e em nível internacional. Uma reversão da tendência nociva de crescimento da parcela da humanidade excluída da produção e do consumo. Tudo isto atesta que o nível de desenvolvimento das forças produtivas alcançado com o capitalismo exige a sua transformação em um regime de caráter superior, o socialismo.

      A despeito da perspectiva socialista ter sofrido um sério golpe com a reimplantação do capitalismo nos países ex-socialistas, à teoria econômica progressista não são estranhos os fenômenos que atestam a necessidade da transição para um superior regime social, como apontava Lênin no início do século.

      * Engenheiro naval e mestre em Economia. " ...

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    6. Notas e Fontes:
      Artigo do Engenheiro Naval e Mestre em Economia Me.Agenor Silva.

      Notas
      (1) MARX, Karl. O Capital, Livro III, Vol. 4. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro. 1980. p. 286.
      (2) Idem, p. 286.
      (3) Fonte: Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial. 1988. p. 48.
      (4) A OCDE engloba Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia.
      (5) Fonte: Ladislau Dowbor, “Introdução Teórica à Crise”, p. 20. Dados de 1989 do Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial. 1990.
      (6) Veja Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial.1991, p. 31 e 34.
      (7) Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial. 1991, p. 35.
      (8) FONTE: Federal Reserve Bulletin *(May, 90) e Survey of Currente Business (jun/89).
      (9) Veja Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial. 1990.

      EDIÇÃO 24, FEV/MAR/ABR, 1992, PÁGINAS 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36

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    7. Jonathas Rocha, já vi que você nunca morou em países "maravilhosos" como Cuba, Venezuela ou Coréia do Norte! Apresse-se a visitá-los, pois essas "democracias" vão se tornar países capitalistas, como já fizeram as "fantásticas" sociedades que foram comunistas!!!
      Outra coisa: se é para ser revolucionário, eu prefiro aquele homem barbudo que morreu pregado numa cruz há 2016 anos atrás. Porque o Marx morreu sossegado lá em Londres, sem ter sido preso ou torturado, e que teve o privilégio de ter sido sustentado (e a sua família) pelos recursos financeiros do filho de um capitalista!!!! Grande ironia!!!

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  7. Parabéns, Karl Marx! Em 2018, ano de Copa do Mundo na Rússia, celebraremos os 200 anos de nascimento do homem que nos abriu os olhos para a capacitada de reprodutiva da sociedade capitalista. Gostem do alemão ou não, Carlos Marquês é gênio, ao lado da sua esposa, dos seus sete filhos e de seu camarada Friedrich Engels. O capitalismo se reproduz até na gratuidade e na desgraça dos desempregados.

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